diumenge, 9 de gener de 2011

MULHER


Mulher, o galante e amável cavaleiro que tu amas

e o dragão que pensas sinuoso e atormentado que temes

é um monstro com duas cabeças capazes das carícias mais ternas

gerador igualmente de uma violência cruel e súbita.


Mulher, a tua casa é uma caverna hipotecada

uma caverna escura e amarga, lua eclipsada

onde estás preso a uma corrente com elos invisíveis

difícil de sair, impossível de quebrar.


Mulher, a estima e o medo, o ódio e a decepção fornicam

enchendo a cabeça com borboletas enlouquecidas

enquanto as migalhas de amor azedam no ressentimento

no chão que tu caminhas.


Mulher o paraíso é o escape perfeito inacessível

o purgatório, o habitáculo onde mastigas a pena

os limbos, o sulco onde morre a alegria

o inferno, de azul infligido na tua pele.

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Tradução do poema de francês para português: Helena Branco

2 comentaris:

helenatoutcourt@gmail.com ha dit...

HELENA BRANCO nasceu numa quinta sobranceira ao Rio DOURO no lugar do CANDAL, V.N.GAIA PORTUGAL cedo se descobriu portdora de um mal incurável, a fina dor da Poesia. Das inquietações passa á escrita com vários livros editados.Figura na prefaciação de catálogos de artistas plásticos.Publica em Jornais e instituições culturais de referência.Conta com intervenções em palestras sobre poesia em Colégios e Escolas.
Helena Branco
pode ler-se no facebook e no blogue: respectivamente
FB -http://www.facebook.com/helenabranco.poet
Blogue
http://lostrails.blogspot.com
(Último comboio para...)

Olga Xirinacs ha dit...

Poema notable, alhora ocasió d'exercitar l'idioma.
Bon any.